A Chapada Diamantina situa-se no centro da Bahia, a 420 Km de Salvador pela BR 242. Possui uma área de 38.000 KM2 e representa 15% da área total do estado, sendo portanto maior do que países como Holanda, Bélgica, Albânia e Haiti. 
Em função de sua formação geográfica e histórica, a Chapada Diamantina é extremamente heterogênea em termos de relevo, clima, geologia, solo e vegetação. Esta imensa variedade proporciona a todos os aventureiros e amantes da natureza uma infinidade de belezas naturais. São incontáveis cachoeiras, rios e ribeirões, belíssimos cânions, poços, grutas e até um pantanal, que proporcionam visuais e momentos inesquecíveis.
A Chapada está dividida em várias serras, a Serra do Rio de Contas, do bastião, da Mangabeira, das Almas e talvez a mais importante e mais visitada de todas, a Serra do Sincorá - onde se encontram as cidades de Lençóis, Andaraí, Mucugê e Palmeiras.
A arquitetura das cidades é de origem colonial, lembranças dos períodos de riqueza na região com o ciclo do diamante, que fez do brasil na época o maior produtor mundial no início do século XX. Em diversas áreas da Chapada é possível encontrar resquícios de ruínas e trilhas, feitas pelos garimpeiros da época, que hoje são visitadas pelos ecoturistas do mundo inteiro.
Os principais rios da bahia são o Paraguaçu e o de Contas. Estes, que têm suas nascentes nas encostas da Chapada, cavaram profundos cânions nas serras e planícies gerando uma infinidade de belezas naturais como cachoeiras, poços subterrâneos e rios. 
Os períodos de chuvas na região tem início em dezembro e se estendem até março, diminuindo sua intensidade em junho e julho, quando se dá início a estação de seca. O índice pluviométrico varia de 1000 a 2200 mm/ano. A temperatura local caí a noite, auxiliando o aumento da umidade do ar que vem a substituir as chuvas.
UM RESUMO DA HISTÓRIA DA CHAPADA DIAMANTINA
A História de ocupação humana na Chapada Diamantina está diretamente ligada à exploração do ouro e diamantes. O processo de ocupação começou em Jacobina por volta de 1701, ao norte da Chapada, com a descoberta das primeiras jazidas de ouro. Embora proibida, a mineração clandestina continuou até a liberação do garimpo em Jacobina, através da Carta Régia de 5 de agosto de 1920. A Fase áurea do ciclo do ouro baiano durou quase dois séculos, até os primeiros anos do século XX, quando as jazidas começaram a se esgotar. Em 1732 a Coroa Portuguesa já tinha conhecimento da existência de diamantes em Jacobina, mas a exploração já havia sido proibida um ano antes, quando a descoberta de jazidas em Minas gerou uma queda de 75% de seu preço no mercado internacional. E essa proibição continuou por mais um século, enquanto novas áreas de diamantes eram descobertas nas Chapada. Com a liberação da exploração em 1822, houve uma grande migração de pessoas para estas áreas, dando início a uma significativa ocupação da Chapada, formando-se vilas e povoados. Este surto de mineração foi responsável pelo surgimento de uma nova geração de assentamentos na região como Mucugê, Rio de Contas, barra da Estiva, Igatu, Andaraí e Lençóis, entre outras.
A febre da riqueza começou então a gerar uma série de lutas políticas na região. Com as crescentes descobertas de diamantes, duas grandes correntes migratórias com grandes diferenças sociais e culturais começaram a entrar em conflito na região. Uma originária do Planalto Central, do Alto Sertão baiano e do Vale do São Francisco. Do outro lado, comerciantes do Recôncavo, descendentes ou mesmo portugueses, que representavam os interesses da Coroa. Estas disputas geraram constantes conflitos até o início do século XX, quando em plena decadência da mineração, as lutas entre famílias atingem uma violência nunca antes vista na Chapada Diamantina. Disputas e conflitos deixaram muitos povoados incendiados e a economia sertaneja totalmente aniquilada, até o fim da Revolução de 1930, quando as armas finalmente são entregues e muitos coronéis são presos e encaminhados a Salvador.
Com sua economia totalmente destroçada e sem liderança política, há uma grande emigração da população para as lavouras de café de São Paulo e Paraná, para os sertões de Minas Gerais e Goiás e principalmente para os garimpos de Mato Grosso.
Com o passar dos anos, foi-se percebendo o imenso potencial de turismo ecológico que a região possuía. Aos poucos este potencial foi de desenvolvendo e hoje o Turismo é a principal atividade econômica da Chapada Diamantina. A preocupação com a manutenção da natureza e os impactos ambientais fez com que, em 1985 fosse fundado o Parque Nacional da Chapada Diamantina e em 1994 foi proibida qualquer tipo de exploração na região.
Fontes
- Um Guia da Chapada Diamantina - Roy Funch
- Adaptação do livro “Inventário de Proteção do Acervo Cultural, Monumentos e Sítios da Serra Geral e Chapada Diamantina” publicado pelo IPAC – Inventário de Proteção do acervo cultural da bahia em 1980.
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